quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Folclore Brasileiro

Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965.

Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é conhecimento popular.
A manifestação da cultura de um povo seja através de suas lendas da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais os enriqueceram com novos hábitos criados após a Carta do Folclore.

O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança são parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola.
O folclore é o meio que o povo simples tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores.
Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a fazer, parte de sua História.


Trava Línguas

Saiba o que são e conheça os mais populares trava línguas do folclore brasileiro O que são?

Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

Exemplos de Trava Línguas (devem ser falados rapidamente sem pausas)


· Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.


· A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.


· Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.


· Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.


· Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.


· Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.


· O rato roeu a roupa do rei de Roma.


· Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.


· O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.


· Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.


· Três pratos de trigo para três tigres tristes.


· Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.


· O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.

DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS


Entende-se por Danças Folclóricas as expressões populares desenvolvidas em conjunto ou individualmente, frequentemente sem sazonalidade obrigatória. Tudo indica que é na coreografia que reside seu elemento definidor. Existe grande número delas no Brasil. Para a organização do inventário que se segue, foi necessária uma seleção, aqui definida pelos critérios de abrangência nacional e por algumas particularidades, regionais e/ou locais.

Região Sudeste

·Cavalhada - (MG, RS, SP).

 No Rio de Janeiro é encontrada em forma de torneio, com os cavaleiros organizados nas cores azul e vermelho. Os cavalos são enfeitados nas cores de seus cavaleiros. Há várias partes, denominadas manobras; chegada, visita à igreja, forca, argolinhas, pão, baião, buquê de flores, encontroada, despedida. Apresenta-se em festas de orago.

 Em MG e SP dramatizam a luta entre mouros e cristãos, com queima do castelo, roubo de princesa, submissão e batismo dos mouros, terminando com o torneio das argolinhas e das cabeças. Apresentam-se nas festas do Espírito Santo.

·Congada - (MG, SP). A semelhança dos Congos nordestinos, liga-se à coroação do rei congo e à rememoração de lutas políticas angolanas. Organizaram-se a partir das irmandades do Rosário, criadas e mantidas pelos negros à época da escravidão. São grupos votivos, associados às festas de Nossa Senhora do Rosário e S. Benedito. Parte central do auto é a Embaixada, duelo verbal de clamado. Anuncia-se com um bailado, segue-se o recado do Embaixador, dança e cena de luta do enviado com os guerreiros do monarca visitado. Essas embaixadas seriam procedentes da diplomacia africana, segundo Câmara Cascudo.
·Folia-de-reis - (toda a região). Organizados em pagamento de promessa, esses grupos, do ciclo natalino, visitam casas de devotos onde cantam passagens bíblicas. Os personagens são Mestre, Contramestre, Bandeireiro, Músicos e Cantores. Compondo o grupo aparecem os Palhaços, que não cantam, mas declamam versos jocosos, memorizados e/ou improvisados. No Rio de Janeiro os Palhaços costumam recitar poemas de folhetos de cordel, de autoria própria ou não.


·Moçambique - (SP, MG). Grupo votivo em homenagem a S. Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Os personagens representam Reis, Capitão, General, Meirinho, Dançadores. Percutem Guizos ("paias"), presos nos tornozelos, nos momentos da dança. Os demais instrumentos musicais são todos de percussão. Em São Paulo, os dançadores trazem bastões e com eles desenvolvem ricas figurações coreográficas.


·Pastorinhas - (MH, RJ). Apresentando-se no ciclo natalino, esse auto é constituído por jovens e crianças do sexo feminino que cantam e dançam diante do presépio armado em casa de devotos. Há variados personagens: Mestre, Contramestre, Anjo, Estrela, Borboleta, Malmequer, Cigana, Padeiro, Peixeiro, Baiana, Pastoras. Os papéis de Pastores e Velho são reservados aos meninos.

PARLENDAS. O que são? 

As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algumas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.


Alguns exemplos de PARLENDAS:


Um, dois, feijão com arroz.Três, quatro, feijão no prato.Cinco, seis, chegou minha vez Sete, oito, comer biscoito Nove, dez, comer pastéis.
Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
Um elefante amola muita gente...Dois elefantes... amola, amola muita gente...Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...(continua...)
– Cala a boca!– Cala a boca já morreuQuem manda em você sou eu!
- Enganei um bobo...Na casca do ovo!
Dedo MindinhoSeu vizinho,Maior de todosFura-bolosCata-piolhos.

FRASE DE PARA-CHOQUE DE CAMINHÃO 


As frases escritas em pára-choques de caminhões transmitem aos que as lêem uma mensagem de humor, filosófica, amorosa e até patriótica.

Ø Viajo só porque quero.
Ø Do destino ninguém foge.
Ø Não há vitória sem luta.
Ø Do mundo nada se leva.
Ø Não tenha inveja, trabalhe.
Ø Marido de mulher feia detesta feriado.
Ø Deus é a luz do meu caminho
Ø Com Deus eu vou e com Deus voltarei.
Ø Os brutos também amam.
Ø Amar foi minha ruína
Ø Chegou o bonitão.
Ø Turista forçado.
Ø Não sou detetive mas ando na pista.
Ø O que eu quero é movimento.
Ø Carona? Homem não! Mulher de montão !
 Ø Este o vento não leva.
Ø Bata antes de entrar.
Ø Carga pesada, força na estrada.
Ø Estamos no mundo a passeio.
Ø Montado na morte à procura da sorte.
Ø Sortudo foi Adão que nunca teve sogra.
Ø Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.


ALGUMAS LENDAS, MITOS E CONTOS FOLCLÓRICOS DO BRASIL:


BOITATÁ -

 Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".


BOTO - 

 Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.


CURUPIRA - 

Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.


LOBISOMEM -

 Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.


MÃE-D'ÁGUA -
 Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

ADIVINHAS -
 As adivinhas tinham papel de grande importância na antiguidade. Era uma espécie de desafio ao homem para que mostrasse a sua sabedoria. É uma das formas mais curiosas e ingênuas de literatura oral.

1. O que é que Deus nunca viu, o rei viu uma vez ou outra e o homem vê todos os dias?
2. O que é o que é? São sete irmãos, cinco tem sobrenome e dois não?
 3. O que é que quanto mais cresce, mais baixo fica?
4. O que é que cai em pé e corre deitado?
 5. O que é negra, preta de formosura, barriga cheia de gostosura?
6. Qual é o céu que não tem estrelas?
 7. Qual é a diferença da tartaruga com o navio?
8. Em que mês a mulher fala menos?
9. O que é que está na ponta do fim, no começo do meio e no meio do começo? 10. O que é que passa pela água e não se molha, anda pelo sol e não se queima?
Respostas:
 1.o semelhante,
 2. os dias da semana,
3.o rabo do cavalo,
 4. a chuva,
5. a jabuticaba,
6. o céu da boca,
7. o navio tem o casco em baixa e a tartaruga tem o casco em cima,
8. em fevereiro,
9. a letra m,
10. a sombra. Religiosidades

SUPERSTIÇÕES E SIMPATIAS -

 São as crendices populares que muitas pessoas seguem religiosamente para que algo de bom aconteça ou para evitar coisas desagradáveis. Colocar a vassoura atrás da porta para que uma visita indesejável vá embora. Não presta varrer a casa depois que o sol se esconde. Devemos varrer a casa assim que sair um enterro. É bom colocar sal no fogo para espantar os maus espíritos. Quando cai uma colher é sinal que vai chegar uma mulher para almoçar e se cair um garfo é um homem que chegará. Quando cai uma faca é sinal de briga.Para isso não acontecer deve-se riscar o chão em cruz três vezes no mesmo lugar. Beber três golinhos de água faz passar o soluço. Pio de coruja é mau agouro. Sonhar com dente é sinal de morte. O numero 13 dá azar e o 7 dá sorte. Trevo de quatro folhas dá sorte para quem o colhe. Sapo morto com a barriga para cima é sinal de chuva. Ao encontrar uma amiga devemos dar três beijinhos para casar. Passar grilo na verruga faz ela desaparecer. Passar três grãos de feijão na verruga faz com que ela desapareça. Passar em baixo de escada dá azar. Colocar um ramo de arruda atrás da orelha evita olho gordo. Entrar com o pé direito na sala de aula em dia de prova faz tirar boa nota. Para a criança começar a falar logo dar a ela água na colher de pau.

ARTESANATO -
  Considera-se artesanato o fato folclórico feito por uma pessoa ou por um pequeno grupo sempre com características domesticas feitas a mão ou com auxilio de instrumentos simples.
 Alguns exemplos de artesanato:

Ø Com lata ou folha de flandres canecas baldes bacias
Ø Com argila Potes Panelas moringas santos
Ø Com madeira Pilão Gamelas Baús Totens indígenas
Ø Com fibra vegetal Cestas Peneiras Balaios
 Ø com tecidos colchas de retalhos tapetes de retalhos ou tiras vestimentas típicas

MEDICINA POPULAR -


 A Medicina Popular no Brasil é uma prática muito antiga, bem antes dos primeiros Portugueses aqui chegarem ,ela já era praticada e muito bem conhecida pelo Índios que habitavam o Brasil já a muito tempo,dai o conhecimento e a prática ser tão bem apurada por eles. Na Medicina Popular, diferente da Medicina Cientifica, o individuo que vai ser tratado é analisado sob dois aspectos básicos a saúde de seu corpo e a saúde de seu espírito, pois muitas vezes a pessoa não está com uma doença do corpo e sim uma doença espiritual, como o" mal olhado" (doença onde a pessoa fica abatida,sem ânimo,provocada pela inveja de outra pessoa). Na prática a Medicina Popular utiliza três formas de tratar a pessoa que esta doente,são as Plantas Medicinais,as Rezas e Simpatias.Em alguns casos estas três formas podem ser empregadas juntas,como é o caso das rezadeiras que utilizam plantas medicinais para realizar as orações nas pessoas Quando os Portugueses chegaram no Brasil já utilizavam-se do uso das Plantas Medicinais .O conhecimento indígena também muito apurado contribuiu com a grande maioria de Plantas para serem utilizadas como medicamento.São varias as maneiras de utilizá-las, em chás, garrafadas, xaropes, cheiros e defumadores, em banhos e em banhas. A grande maioria das pessoas de uma comunidade conhecem e usam as plantas medicinais,são conhecimentos sempre transmitidos dentro de uma família,especialmente entre as mulheres .

Medicina Popular em Minas Gerais

Tradicionalmente, a saúde sempre foi um problema no País. No período colonial, enquanto as irmandades mais ricas, nas áreas urbanas, mantinham médicos, as mais pobres resolviam seus problemas de saúde com os chamados boticários.
Mas, foram com os indígenas e com a experiência dos negros – sobretudo das mulheres - que as soluções de saúde se tornaram eficazes para as classes mais carentes, principalmente na decadência da produção do ouro. Este conhecimento das plantas medicinais da colônia dominado pela cabocla e pela mulata, unido ao das plantas medicinais trazidas pelos portugueses das mais variadas partes do mundo, foi sendo repassado de geração em geração, originando o costume de sanar doenças por meio de recursos naturais.
Hoje, em Minas, os raizeiros e as benzedeiras ainda são muito procurados para fazer chás, simpatias, banhos e benzeções com a finalidade de solucionar problemas de saúde. Além do uso das plantas medicinais, essas pessoas ainda sugerem determinadas restrições à alimentação remosa em determinados tratamentos.
Atualmente, homeopatas pesquisam e estuda esse receituário, buscando confirmar a eficácia dos remédios caseiros como forma de medicina alternativa, contribuindo com a ciência na busca de soluções mais econômicas e de menores efeitos colaterais para a saúde humana.
São exemplos mais comuns da medicina caseira em Minas:
·boldo e carqueja para males do fígado;
· macelinha para males do intestino;
· flor do assa-peixe como depurativo para o sangue;
· arruda para limpeza do globo ocular; e
· folha de goiaba para desinteria.
Vale citar a importância terapêutica da rica vegetação do cerrado, pois são várias as espécies com poder curativo utilizadas amplamente em diferentes recantos do Estado: ipê roxo, copaíba, barbatimão, sucupira etc. Alguns arbustos como o assa-peixe, mil-homens e algodão do campo e algumas ervas como a erva - moura, o melão de São Caetano, o cipó de São João e a sassafrás também compõem os receituários da medicina popular mineira.



Nos mercados municipais das maiores cidades, as barracas de plantas e raízes medicinais são comuns, atraem a curiosidade dos turistas sendo um benefício à mão das comunidades. Diversas revistas sobre o uso dessas plantas vêm sendo lançadas e desafiam a alopatia, provando que nossos ancestrais estavam certos em suas terapias com produtos naturais. 

Ø CHÁ MEDICINAL:
 É uma das maneiras mais utilizadas das Plantas Medicinais.O Chá consiste na infusão em água quente da folha, fruto ,casca,raiz flor , graveto ou qualquer outra parte da planta com o intuito de retirar seu extrato com o qual se mistura a água resultando no chá. Abaixo alguns chás muito utilizados na farmacopeia popular. Remédios Populares: Existem outros produtos que não são plantas ou que se misturam a elas para formar alguns Remédios Populares. Estes remédios podem ser associações de ervas a material animal ou apenas o material de origem animal ou ainda remédios que não têm origem nem animal nem vegetal e é muito difundido nos meios rurais.

       Veja alguns: Banhas: 
São um tipo de Pomada da medicina popular é a gordura de alguns bichos, como por exemplo:
 Ø Banha de jibóia : muito utilizada para combater o reumatismo. 
Ø Banha de capivara: para coceira nos peitos. 
Ø Banha de canela de Ema para surdez. 
Ø Banha de galinha : para cicatrizar pequenas feridas e tumores. 
Ø Banha de jacu (espécie de ave): tratamento da asma. 
Ø Banha de porco: para desinflamar o nariz e, derretida na pinga, cura embriaguez. 
Ø Banha de traíra (espécie de peixe ) cura dor de ouvido.

Existem ainda outros tipos de remédios que não são oriundos de animais: 
Cordão Umbilical : em alguns locais ele é guardado e usado para remédio, como chá é usado contra epilepsia. 
Cinza de lenha (do fogão): Também bastante utilizado diluído na água para dor de barriga oriunda de gazes. Beber a água e passar a borra em cruz no umbigo. Na maioria dos locais o remédio sempre acompanha a reza.
 Leite Materno: Usado como colírio. 
Pedra do Bucho (formada no estômago dos ruminantes): É usada, entre outros, contra a lepra (no Vale do Jequitinhonha.MG).


LENDAS



 A Bruxa dos medos infantis só aparece nas ameaças noturnas quando a criança teima em não dormir. É um mito comum em todo Brasil, e ora se confunde com a Cuca, ou outras figuras da noite, usadas desde os tempos antigos para controlar crianças inquietas.


Interessante mito do nosso Folclore, que algumas vezes se confunde com o Saci, ou mesmo com o Herói que liderou a rebelião dos Palmares Alagoanos. É um mito que explica inclusive de onde surgiu algumas expressões importantes do nosso vocabulário.


Embora a maioria a identifique como uma velha enrugada, de cabelos brancos e assanhados, muito magra, sempre ávida por crianças que não querem dormir cedo e fazem barulho, há muito mais por trás desse curioso mito de nossa cadeia folclórica.


Personagem protetor das florestas e dos animais e tem os pés ao contrário. Dizem ser originária do Sudeste, mas, na verdade por ser um mito comum em todo o mundo, é comum também em todo Brasil, com pequenas variações entre regiões.


Animal extraordinário que vive nos rios e tem os olhos de fogo. Este mito, apesar de muito comum entre os índios, ocorre em todo país e na América do Sul e Central.


Criatura, metade homem e metade lobo. De acordo com a lenda se alimentava de crianças. Lenda Européia, mas hoje comum em todo mundo.


Uma estranha aparição que corre pelas ruas dos pequenos povoados assustando todo mundo. Dependendo da região, ela pode ou não ter cabeça.


Aparição na forma de uma mulher jovem e bonita, que encanta a todos e desaparece na porta dos cemitérios. Eis um mito que ocorre nas américas e na Europa, com relatos desde a Idade Média. O personagem, pode variar de um País para outro.
Alunas: Lívia, Laís e Ana Cláudia.


PROVÉRBIOS
Provérbio ou Ditado popular - É uma sentença de caráter prático e popular, que expressa em forma sucinta, e não raramente figurativa, uma idéia ou pensamento.

"É inútil preocupar-se com os cabelos, quando se estás prestes a perder a cabeça" Provérbio russo


"Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca" Provérbio popular


"Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor" Provérbio africano


"Não aponte as faltas alheias nem mesmo com o dedo limpo" Adágio popular


"Não é mérito o fato de não termos caído, e, sim, o de termos levantado todas as vezes que caímos" Provérbio árabe


"Uma das causas do fracasso na vida é deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, e depois, fazer tudo apressadamente" Sabedoria popular

"Um punhado de paciência vale mais do que um barril de talento" Provérbio holandês


"Cura-se a ferida que uma espada faz; é incurável a que faz uma língua" Provérbio árabe

"Se Deus não perdoasse, o paraíso ficaria vazio" Provérbio berbere

"Realiza mesmo chorando aquilo que prometeste sorrindo" Adágio popular

"Deus mora onde o deixam entrar" Sabedoria oriental


"Faça trabalhar a cabeça e dê férias à língua" Adágio popular


"Amigo mesmo é aquele que sabe o pior a teu respeito e assim mesmo continua a gostar de ti" Ditado americano


"Se alguém vive na riqueza sem nada fazer de belo ou de generoso não lhe chamem de rico, mas simplesmente um policial que guarda riqueza" Provérbio oriental

COMIDAS TÍPICAS FOLCLÓRICA

O TEMPERO DO SUL - Quem não aprecia um belo churrasco? Pois essa tradição culinária acompanha muitas vezes pelo arroz de carreteiro, veio dos pampas gaúchos de terras ricas em gado.No Paraná o prato típico é barreado uma mistura de carnes preparado em panelas de barro mandioca e banana.OS

QUITUTES DO SERTÃO - O Sertão Nordestino é famoso por seus quitutes entre eles, pratos a brasa de carne de sol e charque e iguarias preparadas com macaxeira e batata-doce, a buchada de bode ser feito em outras regiões do Brasil. No Rio Grande do Norte a sopa de jerimum com leite é chamada de alam briga é uma das receitas mais tradicionais.Buchada de bode é um dos pratos típicos do nordeste.

NOMES CURIOSOS - Alguns pratos têm nomes bem curiosos baião de duas comidas típicas Cearense nada mais e do que arroz cozido com feijão e toucinho o prato noTípico da região norte e um doce tipicamente brasileiro feito com leite de coco ovos e açúcar mata-fome apreciado em Pernambuco, e um pequeno bolo em forma de coco.

SABOR APIMENTADO - A Culinária Baiana é uma das mais saborosas e apreciadas do Brasil. Não há quem visite a Bahia e deixe de provar o acarajé um bolinho preparado com feijão fradinho é servido com vatapá um creme temperado feito a brasa de peixe e crustáceos faz tanto sucesso que invade outras regiões do pais embora o baianos dizem que não existe acarajé como o da Bahia se você que pedir quente virá bastante apimentado se você não gosta de apimentado é melhor pedi-lo frio Xinxim de galinha, a moqueca de peixe, as cocadas são outras especialidades baianas.

TRADIÇÕES VIVAS - Nos estados que formam as regiões sul e sudeste apesar de crescente industrializações alguns dos antigos costumes se mantém vivos principalmente nossos municípios do interior a influencia dos imigrantes facilmente percebida.

MÚSICAS DO FOLCLORE BRASILEIRO
Marcha Soldado

Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel

O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acorda acorda acorda
A bandeira nacional

Pirulito Que Bate Bate

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu gostava
Não gostava como eu

O Cravo e a Rosa

O Cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O Cravo ficou ferido
E a Rosa despedaçada

O Cravo ficou doente
A Rosa foi visitar
O Cravo teve um desmaio
A Rosa pos-se a chorar

Ciranda Cirandinha
Ciranda Cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O Anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Por isso dona Rosa
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá se embora

Nesta Rua
Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem

Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS

O brinquedo é também o objeto com o qual a criança brinca. O brinquedo às vezes é solitário, enquanto que a brincadeira requer no mínimo duas ou três crianças. A brincadeira provoca a socialização, realiza contatos humanos, é muito importante no desenvolvimento das crianças. Apresentamos, agora, três brincadeiras muito populares, do tempo das nossas avós:

AMARELINHA
Joga se a pedra na 1ª quadra, não podendo pular nela.
Vai com um pé só, batendo os dois pés no chão, na quarta e quinta casa e no céu sem fim.


PIÃO
Brinquedo Infantil constituído de uma peça de madeira, piriforme, com uma ponta metálica, sobre a qual faz movimentos rotativos, após ter sido impulsionado um cordel.Mundialmente conhecido, acredita-se que o pião tenha origem remota, tendo, até mesmo, sido praticado pelos homens pré-históricos. Existe uma pintura em um vaso grego, de cerca de 2500 anos, no qual se observam duas pessoas e um grande pião de madeira Plínio e Virgílio comentaram em suas obras a grande popularidade que possuía o pião entre as crianças romanas. Existem certas regiões que os piões assumem caráter comercial e profissional, como no Japão, onde artistas exibem-se executando números musicais, ao mesmo tempo em que giram os piões.


Instrumentos usados no folclore

   Acordeão
O acordeão é maior do que a concertina e é bastante utilizado em várias regiões do país, ecetpto na parte norte, aonde as concertinas são as mais  requizitadas.


Concertina
  A concertina, além de ser mais pequena tem a caixa hexagonal. Estes dois são instrumentos, que não tiveram origem em Portugal mas que foram introduzidos no país e aqui tiveram grande difusão.

Violão 
 Em muitos países onde não se fala a língua portuguesa, violão é conhecido como guitarra. Em Portugal, existe a Viola Portuguesa, que é praticamente igual ao violão, só que um pouquinho menor; por isso quando os portugueses conheceram a guitarra espanhola e viram que ela era maior, colocaram o nome de violão.

 Viola Braguesa
É na região norte de Portugal onde o povo é esfuziante por natureza e não tem receio de sair à rua para festejar, que vamos encontrar algumas belas versões das violas populares portuguesas.

Bandolim
    Tem a forma um pouco semelhante a uma guitarra portuguesa, mas a sua caixa é mais estreita. É muito tocado no norte, onde o podemos ver acompanhar as danças minhotas. É um instrumento de origem italia­na que entrou em Portugal e por cá ficou.

Cavaquinho  
   É nas rusgas minhotas que vamos encontrar o cavaquinho em toda a sua popularidade. É um instrumento semelhante à viola mas de pequenas dimensões, e com um timbre agudo.


                                                                 Bombo  
   È da família dos tambores mas tem um tamanho mais reduzido.É acompanhado pelos ferrinhos nos ranchos e grupos folclóricos do Norte.
Castanholas
As castanholas   sao de origem espanhola terão forçosamente de ter passado pelo Alto Minho para ir para Guimarães onde sao reconhecidamente parte integrante da tocata e dos dançadores.
Ferrinhos
Surgiu por volta do séc. XV.
Instrumento percurtivo, os ferrinhos, de uso geral europeu, que apareceu por todo o país na maioria dos conjuntos que descrevemos - rusgas minhotas, chulas etc.

REQUE-REQUE
 O som do reque-reque chega-nos das terras do Minho. É um instrumento que antigamente os homens faziam facilmente: pegavam numa tábua ou cana e faziam-lhes uns dentes (cortes) e friccionavam-nos, com uma cana rachada. Este instrumento era muito utilizado nas festas populares minhotas. Em Amarante era também tocado nas Janeiras e na altura dos Reis, quando as pessoas ainda tinham o hábito de andar com uma viola, um cavaquinho, um bombo e um reque-reque de casa em casa a cantar, a tocar e a beber uns copos.

FLAUTAS

    São vários os tipos de flautas tocadas de norte a sul do país. Geralmente são feitas pelos pastores nas horas de pastoreio, vão aplicando a ponta da navalha em pedaços de cana ou pau e talhando bonitas flautas.
A flauta de barro também podia ser encontrada em Trás-os-Montes e normalmente era a flauta em que aí se aprendia a tocar.

Adivinhas – Folclore


As adivinhas, também conhecidas como adivinhações ou “o que é o que é” são perguntas em formato de charadas desafiadoras que fazem as pessoas pensarem e se divertir. São criadas pelas pessoas e fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. São muito comuns entre as crianças, mas também fazem sucesso entre os adultos.
Alguns exemplos de adivinhas:
- O que é que é surdo e mudo, mas conta tudo?
Resposta: o livro
- O que é o que é que sempre se quebra quando se fala?
Resposta: o segredo
- Ele é magro pra chuchu, tem entes mas nunca come e mesmo sem ter dinheiro, dá comida a quem tem fome?
Resposta: o garfo
- O que é que passa a vida na janela e mesmo dentro de casa, está fora dela?
Resposta: o botão
- O que é o que é feito para andar e não anda?
Resposta: a rua
- O que é o que é que dá muitas voltas e não sai do lugar?
Resposta: o relógio
- Qual é a piada do fotógrafo?
Resposta: ninguém sabe, pois ela ainda não foi revelada.
- O que é o que é que sobe quando a chuva desce?
Resposta: o guarda-chuva.
- Você sabe em que dia a plantinha não pode entrar no hospital?
Resposta: em dia de plantão.
- Qual a única pedra que fica em cima da água?
Resposta: a pedra de gelo.
- O que é um monte de pontinhos coloridos no meio do mato?
Resposta: formigas treinando para o carnaval!
- O que é um pontinho verde brilhando na cama de um hospital?
Resposta: uma ervilha dando à luz
- O que a esfera disse para o cubo?
Resposta: deixa de ser quadrado.
- O que é o que é que esta sempre no meio da rua e de pernas para o ar?
Resposta: a letra U
- O que é o que é que anda com os pés na cabeça?
Resposta: o piolho
- É um pássaro brasileiro e seu nome de trás para frente é igual.
Resposta: arara.

Danças Folclóricas

As danças folclóricas são caracterizadas por um conjunto de danças sociais, peculiares de cada estado brasileiro, oriundas de antigos rituais mágicos e religiosos. Por isso, as danças folclóricas possuem diversas funções como, por exemplo: comemoração de datas religiosas, homenagensagradecimentos,saudações às forças espirituais, dentre outras.
No Brasil, o folclore brasileiro possui muitas danças que representam as tradições e as culturas de determinada região. Assim, as danças folclóricas surgiram da fusão das culturas europeia, indígena e africana, no qual são celebradas em festas populares caracterizadas pelas músicas, figurinos e cenários representativos.

Danças Folclóricas do Brasil
Estas são as principais danças folclóricas brasileiras:

Bumba meu Boi
Esta dança folclórica, conhecida em outras regiões brasileiras como o Boi-bumbá, é típica do norte e do nordeste. O Bumba meu Boi possui uma origem diversificada, pois apresenta traços das culturas: espanhola, portuguesa, africana e indígena. Além disso, o Bumba meu Boi é uma dança na qual a representação teatral é um fator marcante, posto que a historia da vida e da morte do boi é declamada enquanto os personagens realizam suas danças.

Samba de Roda
Samba de Roda surgiu no estado da Bahia no século XIX e representa uma dança associada à capoeira e ao culto dos orixás. Surgiu como forma de preservação da cultura dos escravos africanos. O Samba de roda é uma variante do samba, que embora tenha se disseminado por várias partes do Brasil, é tradicional da região do Recôncavo Baiano.


Frevo
Frevo é uma dança típica do carnaval pernambucano surgida no século XIX. Diferente de outras marchinhas carnavalescas, o Frevo é caracterizado pela ausência de letras na qual os dançarinos seguram pequenos guarda-chuvas coloridos como elemento coreográfico. A palavra "Frevo" é originária do verbo “ferver”, representando, desta maneira, particularidades desta dança demasiadamente frenética.

Maracatu
Maracatu, termo africano que significa "dança" ou "batuque", é uma dança típica da região nordeste com grande destaque para a região de Pernambuco. Esse ritmo e dança apresentam fortes características religiosas, composto por uma mistura de elementos indígenas, europeus e afro-brasileiros.

Baião
Baião é uma dança e canto típicos do nordeste brasileiro que recebeu, em suas origens, influências das danças indígenas e da música caipira. Com movimentos que se aproximam do Forró, o Baião é dançado em pares e sua temática é baseada no cotidiano e nas dificuldades da vida dos nordestinos.

Quadrilha
Quadrilha foi popularizada no Brasil a partir do Século XIX mediante influência da Corte Portuguesa. É uma dança típica das Festas Juninas, bailada em duplas de casais caracterizados com vestimenta tipicamente caipira. Atualmente, a quadrilha abrange todas as regiões do Brasil.
Catira
Catira ou Cateretê é uma dança folclórica, presente em vários estados brasileiros. Há controvérsias em relação à sua origem, entretanto, acredita-se que a Catira contém influência indígena, africana, espanhola e portuguesa. Ela apresenta muitos elementos ligados à cultura caipira caracterizada pelo figurino dos dançarinos acompanhados ao som das violas.
Jongo
Dança folclórica de origem africana, em alguns lugares conhecida pelo nome "caxambu". O Jongo é uma dança da zona rural, acompanhada de instrumentos de percussão, e muitas vezes considerada uma variante do samba.

Curiosidades

·         Outras danças folclóricas brasileiras: Capoeira, Pezinho, Xote (Xote Carreirinho, Xote Bragantino, Xote Duas Damas) Dança do Siriá, Dança da Fita, Pastoris, Reisado, Çairé, Fandango, Bate Coxa, Carimbó, Marabaixo, Lundu, Marujada, Xaxado, Pericom, Ticumbi, Chula, Congada, Coco Alagoana, Samba de Matuto, Batuque, Dança do Boi de Mamão.
·         Foi Luís Gonzaga (1912-1989), sanfoneiro pernambucano e compositor popular brasileiro, o grande divulgador do Baião, do Xote e do Xaxado. Por isso, é popularmente conhecido com o “Rei do Baião”.
·         Todos os países apresentam suas danças folclóricas, como por exemplo: o flamenco espanhol, a tarantela italiana, o tango argentino, o fandango português, dentre outras.










Dança de Portugal
A dança em Portugal caracteriza-se pelo folclore português que varia e toma diferentes formas consoante as diferentes regiões do país. Das muitas danças de folclore que existem, podem destacar-se o fandango, a dança de roda, a valsa de dois passos, achotiça, o corridinho, o vira e o verde-gaio. Recentemente, em particular ao longo do século XX, apresentou-se ainda uma modernização e adaptação de técnicas praticadas a nível internacional como a Dança Clássica, a Dança Moderna ou a Dança Contemporânea.

Algarve O corridinho é uma das danças tradicionais de maior expressão no Algarve. É dançado aos pares, as moças por dentro e os rapazes por fora. Giram no mesmo lugar, movendo os pés de forma rápida. Apesar de ser no Algarve que atinge maior notoriedade, também na Estremadura faz parte do folclore local.
Madeira
Nas diferentes regiões de Portugal há diferentes tradições, e a Madeira não é excepção. O Bailinho da Madeira, ou simplesmentebailinho, é a dança típica mais conhecida da ilha. É acompanhada do brinquinho - o instrumento regional tradicional, feito com castanholas, fitilhos e bonecos de paus, vestidos com o traje regional, que quando chocalhados contra a cana que os sustem, emite som.
Minho
erweterytyrty o se bino e legalO Minho, sobretudo o Alto Minho, é rico em danças tradicionais, das quais se destacam o Vira, a Cana Verde e o Malhão. O que mais sobressai delas, à parte da dança propriamente dita, é o vestuário das mulheres, que com as suas cores e acessórios variados, adornam o bailado, deixando o ambiente mais bonito e elegante.
Ribatejo
No Ribatejo a dança com maior difusão é o Fandango. É uma espécie de dança da sedução, o homem gira em torno da mulher cantando e gritando de forma entusiástica. Por vezes a dança é feita por dois homens que "competem", um contra o outro, frente a frente, sapateando o melhor que poderem.
Trás-os-Montes
Em Trás-os-Montes, os Pauliteiros de Miranda fazem uma ginga que se mostra muito relevante no folclore da região. Um grupo de homens vestidos com trajes típico enfrentam-se uns aos outros com palotes. A dança evolui com o som ritmado dos palotes a baterem e os movimentos dos intervenientes. Nestas "danças-combates" não entram mulheres, e o seu símbolo é a Capa de Honra.
Douro Litoral
Na província do Douro Litoral, o folclore é rico em danças tradicionais, que são: a "Chula" (dança original do Douro, como dizia Pedro Homem de Mello nos seus programas daRTP), os "Malhões", os "Viras", e as "Rusgas". A província do Douro tem como capital o Porto, que como dizem os periodicos é a 2.ª cidade do Reino. O Folclore do Douro Litoral é um folclore muito mais rico, não tanto como o do Minho, mas um folclore mais alegre do que o das BeirasAlentejo, e Trás-os-Montes.
Dança performativa
No último século, os intercâmbios culturais entre países de todo o mundo deram origem a escolas que ensinam estilos de dança internacionais. Exemplos disso são: ballet, otango, o hip-hop, o tecktonik, o kuduro, o samba, a salsa, entre outros.
Ensino da dança
Em Portugal o ensino da dança ocorre geralmente em academias amadoras ou, quando falando de ballet clássico, em escolas certificadas associadas à Royal Academy of Dance. Para além destas instituições, existem três com maior reconhecimento nacional e internacional. São elas a Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN) emLisboa, a Academia de Dança Contemporânea de Setúbal (ADCS) e o Ginasiano Escola de Dança em Vila Nova de Gaia.
Situada em Lisboa, encontra-se desde 1987 a Escola de Dança do Conservatório Nacional, inserida na estrutura do Conservatório Nacional de Lisboa. A EDCN é uma escola totalmente pública que no seu currículo integra as disciplinas da dança bem como a formação geral, do 2º ciclo ao Secundário.[1]
A Academia de Dança Contemporânea de Setúbal (ADCS) foi fundada em 1982 como o nome indica, em Setúbal. Sendo assim a primeira academia de dança em Portugal a ser reconhecida pelo Ministério da Educação que a patrocina desde 1986. Como fundadores, a ADCS teve Maria Bessa e António Rodrigues, que a dirigiram até 2003 e hoje diretores artísticos da CeDeCe - Companhia de Dança Contemporânea que fundaram também em 1992. A academia recebe ainda apoio por parte da Câmara Municipal de Setúbal desde o início da sua atividade.
O Ginasiano Escola de Dança é uma escola privada com estatuto de utilidade pública em Vila Nova de Gaia. Fundado em 1987, o Ginasiano mantém uma rede de laços com autarquias, instituições de fins culturais e outros, o próprio Ministério da Educação, entre outros, que lhe permite afirmar-se como foco de formação e divulgação cultural noNorte de Portugal[2] . Aliada à escola está a Kale Companhia de Dança que após vários anos como companhia-escola, apresenta-se desde 2013 como companhia profissional.
No ensino superior, ao contrário de muitos outros países Europeus que possuem várias instituições, Portugal apresenta somente uma instituíção autorizada a formar alunos a nível universitário. Essa instituição é a Escola Superior de Dança que se encontra em actividade desde 1983 sob a alçada do Instituto Politécnico de Lisboa, em Lisboa.

Algumas danças de origem africana
A dança originou-se na África como parte essência da vida nas aldeias. ela acentua a unidade entre seus membros, por isso é quase sempre uma atividade grupal. Em sua maioria, todos os homens, mulheres e crianças participam da dança, batem palmas ou formam circulos em volta dos bailarinos. Em ocasiões importantes, danças de rituais podem ser realizadas por bailarinos profissionais. Todos os acontecimentos da vida africana são comemorados com dança, nascimento, mortem plantio ou colheita; ela é a parte mais importante das festas realizadas para agradecer aos deuses uma colheita farta. As danças africanas variam muito de região para região, mais a maioria delas tem certas características em comum. Os participantes geralmente dançam em filas ou em círculos, raramente dançam a sós ou em par. As danças chegam a apresentar algumas vezes até seis ritmos ao mesmo tempo e seus dançarinos podem usar máscaras ou enfeitar o corpo com tinta para tornar seus movimentos mais expressivos. As danças em Marrocos usam normalmente uma repetição e um constante crescimento da música e de movimentos, criando um efeito hipnótico no dançarino e no espectador. Entre elas destacam-se a Ahouach, Guedra, Gnawa e Schikatt. 

O jongo
É uma dança de origem africana. O jongo permitia que os escravos se comunicassem de forma que os senhores e capatazes não compreendessem aquilo que falavam. Por meio dessa dança contavam suas tristezas e sofrimentos.

A roda de capoeira

Desenvolvida no Brasil por escravos africanos, é uma forma de expressão cultural que mistura dança, luta, música, jogo. Nela são encenados golpes e movimentos acompanhados por músicas. Os capoeiristas ficam na roda de capoeira batendo palma no ritmo do berimbau e cantando a música enquanto dois capoeiristas jogam capoeira.

Samba de roda
É um gênero musical de tradição afro-brasileira. É tocado com pandeiros, atabaques, berimbaus, chocalho e viola.

Maracatu
É um dos ritmos de tradição africana, que hoje é difundido em todo o nordeste brasileiro, especialmente, nas cidades de Recife e Olinda. É caracterizado principalmente pela percussão forte, que teve origem nas congadas ,cerimônias de coroação dos reis e rainhas da nação negra.

 Danças de origem indígena

Dança do Kaapiwaya, na foto praticada por índios Tuyuka

A dança é uma das mais fortes expressões da nossa cultura.  Elas aparecem em cerimônias tradicionais importantes, como as festas de iniciação, e em eventos mais comuns, como nas festas de comemorações ao dia dos professores ou dia das mães, por exemplo. Também dançamos durante os dabucuris, que são festas onde um grupo oferece a outro grande quantidade de frutas, peixe, ou caça. E para deixar as festas animadas, a grande maioria dos nossos povos consome caxiri (bebida fermentada), ipadú e tabaco.  Nas vésperas das festas, fazemos pinturas corporais com jenipapo e carajuru.
Mulheres se pintam com carajuru como parte dos preparativos para uma festa. Comunidade de São Pedro, alto rio TIquié.
Nesse universo de 23 culturas, temos muitas semelhanças de danças entre nós, porém cada grupo possui sua versão. Por exemplo, na região do rio Uaupés praticamente todos os grupos dançam cariço, kapiwaya e japurutu. Mas cada grupo tem seus próprios cantos e danças,  melodias e histórias. Há danças que são muito específicas de cada povo. Por exemplo, as danças dos índios Yanomami. Após consumir o paricá, eles incorporam seres da floresta e dançam imitando os sons e a forma de locomoção de animais, como onça, macaco etc.
Abaixo veja a descrição de algumas das nossas danças:
Dança de Japurutu
Dança de Japurutu, na foto dançada por índios Baniwa
O dança de Japurutu é praticada por dois casais, onde os homens tocam uma longa flauta feita de paxiúba, que é justamente a flauta de Japurutu.  As mulheres acompanham os tocadores de mãos dadas levantadas ou de braços dados. Tradicionalmente a dança se desenvolve na área de danças das malocas, marcadas pelos esteios principais.

Dança de Cariço

Índios Desana, dançando o Cariço

O cariço (flauta-pã) é uma das danças mais praticadas na região. Os homens tocam as flautas de cariço e as mulheres os acompanham. O número de casais corresponde ao número de flautas disponíveis para a dança.  No começo, os homens introduzem a música entre eles mesmos num canto específico da maloca. Minutos depois, eles se dirigem ao centro tocando em círculos e em fila indiana. É nesse momento que as damas se aproximam para escolherem seus pares e dançarem juntos, com passos acelerados usando os principais esteios das malocas como marcação. As fortes batidas com os pés que os casais fazem  também ajudam a marcar o ritmo da dança. Cada dança de cariço dura em torno de 5 minutos.

Dança da cabeça do veado

Dança feita com os sons emitidos de instrumento de sopro feito com a crânio de veado. É uma dança masculina, onde o tocador do instrumento fica à frente dos dançarinos que se encontram em fila indiana com as mãos nos ombros dos companheiros. O tocador faz o som e os dançarinos o acompanham com passos longos e sincronizados. A cada três tempos de sopro, os dançarinos dão pulos para trás. Essa dança tem carácter lúdico, pois geralmente o tocador, à frente do grupo, procura alguém na plateia para chegar bem perto no intuito de mexer com essa pessoa. Todos que assistem a dança riem da performance do grupo.

Dança de Jabuti

É dançada com duas pessoas (geralmente jovens rapazes) tocando uma flauta de cariço e um instrumento feito com o casco de jabuti. Os dois dançam um de frente para o outro ou ao lado, em passos rápidos e curtos, imitando o andar de jabuti.
Kaapiwaya
É um estilo de dança praticados nas cerimônias tradicionais. Os tipos de kapiwaya são muitos, podendo ser: dança do macará, dança de japu, dança de camarão, dança de bastão de ritmo, dentre outras.
As cerimônias mais importantes comemoram a trajetória ancestral das nossas origens, e contam com danças praticadas por homens adultos dançando o kapiwaya. As cerimônias são guiadas pelo bayá (o mestre de cerimônia) que puxa os versos e ritmo da música e dança. Minutos após a dança ter se iniciado, as damas se aproximam dos dançarinos para entrelaçar seus braços e dançarem juntos. Nas cerimônias mais tradicionais os homens adultos usam imponentes adornos de plumas. Veja abaixo a descrição desses adornos, segundo os Tuyuka (clique na foto para visualizá-la):





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